Quando se fala em distúrbios alimentares, logo vêm à cabeça a anorexia e a bulimia, que fazem com que o doente emagreça de forma exagerada. Mas existem alguns tipos de transtornos que podem surtir o efeito contrário. Vítimas da síndrome do comer noturno e do comer compulsivo podem até mesmo atingir a obesidade mórbida. Essas doenças podem ser hereditárias, ou causadas por problemas comportamentais e psicológicos.
Cerca de 2% da população sofre com o comer compulsivo, que se caracteriza pela ingestão exagerada de alimentos. Os portadores desta doença não conseguem se controlar e após comer sentem muita vergonha e culpa, o que pode gerar a bulimia.
Portadores da síndrome do comer noturno são levados a atacar a geladeira durante a noite. Eles têm problemas para lidar com a comida e passam o dia inteiro sem comer, mas acabam exagerando no período noturno. Aproximadamente 10% dos portadores deste transtorno não sabem o que acontece com eles durante a noite. Luciano Ribeiro Pinto, neurologista, explica que este distúrbio pode ser chamado de parassonia. “Este tipo de parassonia pode ser comparado ao sonambulismo, mas neste caso o paciente acorda com um quadro compulsório, ou seja, tem consciência do que está fazendo”, disse.
Pacientes que sofrem com estes transtornos, em geral, têm dificuldades de assumir. Normalmente eles acreditam que se trata de uma falta de autocontrole e não de um problema de saúde. Por pensar que as outras pessoas conseguem se controlar em relação à comida, os portadores desse distúrbio se sentem envergonhados e escondem o problema. Essas pessoas convivem muito tempo com a doença até procurar uma ajuda profissional e receber os tratamentos necessários.Lucinda Souza Silva, que emagreceu 40 kg com ajuda de programas de emagrecimento, conta que a parte mais difícil é fazer a reeducação alimentar. "Até eu me acostumar a comer as coisas certas levou algum tempo, mas a ajuda dos programas de emagrecimento foi uma parte fundamental”, contou.
Esses doentes não precisam apenas de tratamento para emagrecimento. É necessário um acompanhamento psicológico e nutricional. Para que isso aconteça da forma correta existem alguns grupos de apoio, que encaminham os pacientes para o tratamento mais adequado ao seu tipo de doença.
"O que a gente faz é tratar toda essa parte psicológica. Essas doenças todas estão ligadas, tem um forte fator psicológico presente. E também, a gente tem uma parte de terapia nutricional, onde a gente foca os aspectos emocionais, alimentação. Também discutimos o que é fome, o que é saciedade, tudo isso", explicou a coordenadora do Grupo de Apoio e Tratamento dos Distúrbios Alimentares (GATDA), Valéria Lemos Palazzo.
Outras formas de tratamento também são procuradas pelos portadores de distúrbios, como programas de emagrecimento. Apesar de não serem direcionados especialmente para os pacientes que sofrem com estes distúrbios, esses programas podem surtir algum efeito por serem flexíveis e se encaixarem na vida da pessoa. A professora do programa de emagrecimento Meta Real, Débora Vival Soto lembra que para essas pessoas é importante que haja o acompanhamento médico.
Independentemente do distúrbio alimentar é sempre importante que a pessoa reconheça que precisa de ajuda e aceite o tratamento indicado. O apoio da família também é fundamental neste momento, especialmente porque a doença é causada por problemas psicológicos.
Achei interessante porque, quando se fala em distúrbio alimentar, logo se pensa naqueles em que a pessoa quer compulsivamente emagrecer, mas existem outros, e a matéria exemplifica isso.
Créditos para: http://www.metodista.br/rronline/noticias/saude/2010/10/disturbios-alimentares-tambem-podem-engordar
Olá, minhas meninas!
ResponderExcluirComo sempre, estão de parabéns!
Colocaram mais bons posts, as imagens estão "chocantes", enfim, enriqueceram o blog, mas... uma perguntinha: e os meninos? Por onde andam eles?!?
Beijocas para vocês.